
![]() | Sinopse
Quase desconhecido em vida, Fernando Pessoa é um poeta que causou grande impacto e que mantém um grande sucesso literário. A força literária reside no imprevisto, no escândalo do que não é normal, no raciocínio paradoxal, no jogo artístico do fingimento.Partindo das cartas a Adolfo Casais Monteiro, onde Fernando Pessoa explica a génese dos seus heterónimos, juntando-lhe o próprio Pessoa, o poeta e o homem apaixonado, temos a síntese do espectáculo que aqui propomos. Queremos trazer à superfície toda a relação entre o autor e as suas criações e com isto pesquisar cenicamente as divergências e as convergências. Que diferenças existem nestas personalidades? O Álvaro, o Ricardo, o Alberto e o Fernando? Sabemos que todos chamam "O Mestre" ao Alberto, mas que relação mantêm, de onde inicia esta complexidade, que sabemos ter saído apenas de uma pessoa. Pretendemos que, quem assista, encontre a paixão, a racionalidade, a descrença e o desvairamento de tudo. Que chegue a uma conclusão de diferenciação dos estilos e dos poetas. O Autor A transição do século XIX para o XX traduz uma atitude de inquietude, de crise e grande agitação social. Diferentes movimentos considerados vanguardistas surgem, tal como o futurismo, cubismo, impressionismo, interseccionismo ou sensacionismo, entre outros. É neste âmbito que surge a revista Orpheu, onde colaboram personalidades como Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros. A poesia de Pessoa, parte considerável, apresenta características da tradicional poética portuguesa: a métrica popular, os motivos de inspiração (a noite, o mar, as rosas, o azul – a expressão do pessimismo, do tédio, do inefável, da saudade, do passado, da infância perdida). Sente-se uma vaga tristeza de alma sozinha – a linguagem é simples, sóbria e nobre, o ritmo musical é sugestivo. O poeta vive pela inteligência intuitiva e pela imaginação, sofre a dor de pensar, a obsessão da análise e uma profunda lucidez, a qual choca o leitor. Fernando Pessoa foi, é e será sempre um enigma. A sua obra, lida e apreciada em todo o mundo, constitui um jogo magnífico, pela particularidade de se multiplicar em novos poetas: os seus heterónimos. É criador, não só de poemas como de poetas. Atribuem-se a Fernando Pessoa a criação de dezenas de heterónimos, poetas excelentes com produção poética autónoma e própria.De entre o leque de heterónimos, homenageamos com este espectáculo: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. O Espectáculo Pessoa, Fragmentos de tem uma forte componente pedagógica direccionada para escolas secundárias, que desta forma assistirão cenicamente a uma matéria do seu programa, facilitando a compreensão da temática. Esta Produção assume um percurso itinerante por todo o país, junto de instituições educativas e outros espaços receptivos à partilha cultural. Ficha Artística Textos: Fernando Pessoa; Elenco: Sérgio Prieto; Encenação: Ricardo G. Santos e Lina Ramos; Dramaturgia: Prof. Gabriela Benavente; Cenografia: Ricardo G. Santos e Lina Ramos; Imagem: César Duarte; Produção: Animateatro Ficha Técnica Peça: “Pessoa, fragmentos de”
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